O tempo, a saudade e as reflexões sobre o eu.

Hoje acordei com uma saudade, daquelas um pouco complicadas de se entender e lidar. Tal sentimento se alternava entre uma dor profunda, alegria pelas boas lembranças e uma confusão interna exorbitante, uma vez que até então não vejo motivo para sua existência.

Convenhamos que por si só a saudade já é um sentimento ou uma sensação estranha de se sentir, uma vez que, no meu ver, se da pela ausência de alguém ou algo que esteve presente na sua vida e que por algum motivo ou algumas ações decidiu não estar mais ali.

O que mais me deixou incomodado com essa dita saudade foi a pessoa quem ela resolveu desenterrar, ou seja, o “eu mesmo” de anos atrás, e isso foi capaz de escancarar na minha cara o quanto as coisas mudaram. Passou um filme sobre tudo que ocorreu então em minha vida, os (ex)amores, as ditas amizades que hoje não tenho ideia de onde foram parar.

Depois de vários momentos me auto-julgando, consegui observar o quanto as pessoas, as coisas e a vida são passageiros, e como o tempo é um amigo e um inimigo de todos nós, pois ao mesmo tempo que nos trás sabedoria, ele nos mostra o quanto de coisas conseguimos perder num piscar de olhos.

Ao mesmo tempo vejo o quanto evolui, amadureci e me tornei uma pessoa melhor. Conhecedora da imensidão existente em mim.

Hoje então me conecto a mim mesmo, agradeço ao que fui, confio no que sou e tenho medo do que ainda vou me tornar.

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